E o nosso designer soltou o verbo

Como já tinha sido dito aqui no Blog da Riopro, convidamos o nosso designer, Marcelo Karan, para falar um pouco da experiência de mudar o padrão visual da Riopro. E ele falou:

Impressões sobre o Trabalho

Quando fui convidado para ser o responsável pelo novo projeto de imagem da Riopro, prontamente adotei usual rotina de procedimentos e como de costume, fui revirando idéias que me tomam, antes mesmo do início da atividade projetual.

Vou ao cliente, levanto o breafing, aproximo-me de suas expectativas, pautamos reuniões, etc, etc. De volta, no escritório, desenvolvo os estudos. Mais reuniões, e assim se dá, até a aprovação final. Até aí nada muito diferente.

Clientes possuem um grau maior ou menor de envolvimento na realização de um projeto. É neste ponto que quero chegar! Na participação ativa do cliente em todo o processo.

Quero dizer sem nenhum favor que com o pessoal da Riopro, essa participação se deu de forma surpreendentemente positiva. Uma atuação sempre muito propositiva, não menos criativa, com uma ingerência sempre bem medida, onde os papéis de designer e cliente estavam naturalmente definidos, sem que absolutamente em nenhum momento, cerceassem a relativa soberania que cabe ao profissional do design, como elemento criador e de filtro condutor das necessidades e aspirações do cliente.

Egos em repouso e argumentos plausíveis ao eleger preferências, atuaram em favor do projeto, o que sempre é muito positivo e sobretudo, tornou a atividade bastante agradável.

Especificamente sobre o Projeto

Do breafing do projeto de imagem da Riopro, constava a criação de logotipo (símblo corporativo+assinatura) acompanhado da papelaria de trabalho, como: cartões comerciais; papéis carta; envelopes; etc. e impressos de material de divulgação, como: folder-encarte e lâminas de conteúdo.

Falando um pouco sobre o símbolo corporativo, quero dizer que sua concepção obedeceu aos seguintes critérios: simplicidade no desenho (fácil fixação) e clara associação à uma parte do nome (Rio) e à tecnologia, que é inerente ao ramo de atuação da Riopro.

Para a representação da simbologia, a idéia foi adotar uma “árvore tecnológica” (cenário urbano do Rio+tecnologia) como partido. Como complemento e para ser feita a associação à tecnologia, recorreu-se aos pixels, (pontos eletro-luminosos que integram os dispositivos de saída de todo sistema informático) representados por elementos quadrados e dispostos de maneira que dessem a forma pretendida à copa da árvore.

Quanto a assinatura, optei pelo desenho dos tipos, todos em caixa alta, mas retirando um pouco da rigidez do “R” e do “P” vazando levemente seus preenchimentos clássicos. A base do tipo “P”, ganhou corte diagonal, demarcando o começo da palavra “PRO”. O tipo “I” ganha um corte igual, remetendo-nos a leitura de um “pingo” clássico, usado habitualmente em caixa baixa.

O logotipo da Riopro pode ser apresentado em duas combinações, afim de possibilitar melhor modulação e aplicabilidade nos mais diversos tipos de situação.

O projeto da papelaria de trabalho, impressos de divulgação e ítens promocionais deu-se, seguindo critérios de unidade gráfico-visuais, como emprego da paleta de côres, família tipográfica (1 em todo o projeto) e variações similares no desenho de elementos gráficos. Também, sempre foi considerado a preocupação no que se refere à especificação de materiais e acabamentos de impressão, visando a boa adequação de custos finais junto à fornecedores, pois, design, pode e deve ser feito com custos acessíveis e evitando o desnecessário.

Um pouco sobre meu trabalho

Bem , falando um pouco sobre mim, além de design impresso, faço também projetos para mídia eletrônica, como: web sites, consultoria, DVDs/CDs institucionais, animation design, screen savers, news letters, entre outros.

Sou aficcionado por fotografia e a ela dedico-me muito. Pratico-a em meu trabalho quando necessário e a utilizo muito nos projetos que faço. Há algum tempo venho estudando e pesquisando técnicas de processamento digital fotográfico, onde a necessidade de aperfeiçoamento é indispensável, visto que, a cada dia aparecem novos softwares dedicados para processamento da imagem capturada em RAW, (crú, em português) formato que transcreve a forma nativa de como o sensor das câmeras digitais, capturam a imagem.

As câmeras digitais mais “robustas”, possuem este recurso de tomar a foto em RAW, é como se tivessemos um negativo do filme. Capturar a foto em modo RAW e depois processá-la em aplicativos proprietários, nos dá a vantagem de não termos perda de detalhes na imagem, o que não acontece em JPG. Quando se fotografa neste formato, por ser um formato de compressão, você já obtém naturalmente algum tipo de perda de detalhe na foto, levando-se em consideração que após a tomada, ainda se precisará de algum tipo de correção. Para se ter uma ídéia, uma simples utilização de uma ferramenta como o “contraste”, já agrega a imagem alguma perda de detalhes. Cada correção imposta a imagem, o acúmulo de perdas será progressivo.
É claro que estou me referindo à saídas de impressão que exigem um maior grau de rigidez quanto ao resultado final. Não é pra ninguém sair por aí, só usando sua câmera apenas em modo RAW. Fotografar em JPG, também tem sua utilidade, dependendo do tipo de utilização que se queira fazer da foto e do workflow de processamento seguido.

A fotografia digital mudou a maneira de se obter a foto. Com o filme preto e branco por exemplo, vamos ao laboratório para revelá-lo e obter os negativos. Pede-se uma prova de contato e então, instruímos o laboratorista para fazer os ajustes necessários nas cópias. No processo digital somos o laboratorista, passamos a controlar tudo. A imagem sai pronta, preparada para o tipo de serviço que se vá procurar para dar a saída, como minilabs, bureaus ou gráficas. Bem… este é um assunto um pouco longo, que poderei falar em uma próxima oportunidade.

Atualmente estou desenvolvendo o web site de uma creperia aquí no Rio e venho fotografando para o projeto de um livro de minha autoria, que pretendo lançar breve.

Um abraço a todos os leitores do Blog.

Marcelo Karam

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