Entrevista do Linus Towards – prazer de programar

Só uma pausa para reflexão. Hoje estava lendo uma entrevista da ComputerWorld com o Linus Towards. Muito boa por sinal. Fala sobre novas fronteiras do Linux (principalmente celulares e smartphones), virtualização, prazer em resolver problemas da comunidade e da psicologia que envolve o desenvolvimento do kernel.

Ele se refere a oscilação natural dos desenvolvedores: que vão do entusiasmo absoluto à depressão total. Achei esse último ponto o maior barato. Porque é uma grande verdade: desenvolvedor gosta de criar, de desafios, não de debugar, corrigir… Já vi isso várias vezes em projetos. O nível de entusiasmo é como uma parábola invertida. O início do projeto demora a empolgar, pois tem muitas indefinições, incertezas, dúvidas. Aí chega no meio do caminho: todo mundo fica babando pra ver quem inventará a próxima funcionalidade brilhante.

Conforme o projeto vai terminando, restam mais bugs por corrigir (e junto dos bugs, problemas de layout) que features por fazer. E aí a moral do time vai caindo (e você vai junto). A aceitação também influência moral do time. Quanto mais bem aceito pelos usuários, mais orgulho os desenvolvedores tem e menos impacto na redução da velocidade.

Como regular essa moral? Importante ter sempre um objetivo claro (que nem sempre é possível, ainda mais quando se enfrenta burocracia), um chamariz, mostrar a importância do projeto, mas principalmente, o senso de que os projetos devem ser terminados! Boa sorte :)

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