A opção pelo Redmine
No início do mês eu escrevi um post sobre estarmos começando a usar o Git na Riopro. Pouco mais de 10 dias se passaram e, não só já estamos usando o Git, como todos os nossos antigos repositórios Subversion já foram migrados. Mais do que isso, o ótimo Trac encerrou seus trabalhos. “Rei morto, Rei posto”. Damos boas vindas ao RedMine para o seu lugar.
O Redmine foi escolhido para nosso sistema de acompanhamento de projetos por diversos motivos. O primeiro foi aceitar o Git como sistema de controle de versão (SCV). Outro motivo era o Redmine ser uma aplicação feita em RoR. Com isso as migrações serão muito menos dolorosas.
Um terceiro motivo que influiu na rapidez da adoção da solução foi a existência de um importador do Trac para o Redmine. Não conseguimos importar tudo porque a migramos nosso SCV para o Git. Isso implica em mudança do sistema de revisões. Antes era uma numeração incremental e agora um hash (mas isso é outra história). Por isso a informação foi importada, mas com um link para a numeração antiga (nem tudo é perfeito).
O último motivo não é o menos importante. Pelo contrário. Trata-se da implementação, de forma muito mais completa que o Trac, de parte do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos compilado no PMBOK. Apesar de não conseguirmos enxergar de forma hierárquica as entregas do projeto previstos na EAP (ou WBS), o que faz falta às vezes, podemos criar categorias representando pacotes de trabalho (work packages). Assim associamos tickets a essas categorias. É o mesmo que associarmos atividades a pacotes de trabalho.
Para não usarmos diversas aplicações, a forma que encontramos foi documentar as entregas e a descrição da EAP, Escopo do Projeto, entre outros, no Wiki disponível para cada projeto. A estrutura de links no estilo Wiki ajuda bastante.
Outra diferença do Trac para o Redmine é que no primeito temos que configurar um Trac para cada aplicação. Já no Redmine, a inclusão de novos projetos é feita na interface administrativa (através de roles específicas para isso). Com isso a inclusão de projetos é muito mais simples.
Existem outras funcionalidades. Nas imagens abaixo estão exemplos do Calendário das tarefas (com ínicio e final previstos, além de número de horas previstas para cada atividade) e um gráfico de Gantt com o previsto e o real para cada atividade.
Com o Redmine, podemos também documentar a quantidade de horas que cada participante gastou no projeto. Inclusive pode-se abrir tickets puramente de planejamento ou controle por exemplo. Com toda a vantagem poder alocar cada commit realizado a um ticket, mantendo o rastreamento do desenvolvimento.
Em breve espero escrever um pouco mais sobre como migrar e outras funcionalidades.





Parabéns pelo post, realmente informativo.
Já conhecia o RedMine mas nunca o testei. Minha experiência em gerenciamento de projetos é basicamente Trac e Subversion, e como estou estudando Git no momento vou aproveitar sua dica pra conhecer o RedMine também.